
Está cada vez mais diluída a idéia do velho bordão que vincula a dignidade do homem ao seu trabalho...a atividade que lhe dá corpo social e respeito perante a comunidade. A realidade não obstante, já indica uma deterioração nas relações de trabalho que afeta direta e indiretamente o arranjo familiar e por conseguinte toda a sociedade.
Já é comum observar nas filas à procura de um recomeço, pessoas de todas as idades buscando uma recolocação no mercado de trabalho, desalentadas com tantas entrevistas e filas, onde o sabor amargo desta espera parece se estender ao futuro incerto...As notícias em torno dos americanos nada mais são que reflexo de uma economia que desabou gerando mais desilusões, pelo menos a médio prazo, o que serve de parâmetro para uma situação global de vagas cada vez mais escassas. As pesquisas apontam indicativos nada otimistas em relação ao emprego celebrado com contrato trabalhista nos termos da lei, que mostram um aumento expressivo na onda da informalidade, despida de garantias e seguridade social. Um certo sociólogo francês foi além, afirmando que o processo empregatício está em franco declínio, podendo vir a ser extinto num futuro de incertezas. O trabalho escravo e a exploração da mão de obra em horas trabalhadas além do que é previsto na legislação é infelizmente, um dado local que precisa ser combatido com o apoio da sociedade civil e Estado para moralizar uma atividade ilegítima e criminosa.
No mês de Dezembro podemos comemorar um salto com a criação de mais de 1 milhão de postos de trabalho, que já persegue o equilíbrio necessário para um país em desenvolvimento, que faz o Brasil contrariar as perspectivas mais pessimistas na criação de novas oportunidades.
É preciso capacitar a classe trabalhadora com exigências ainda maiores no que tange à produção na busca desenfreada pelo lucro que dão sobrevida às empresas, é verdade, porém não pode servir com um fim em si mesmo. Mas meio de distribuição de riquezas e crescimento sustentável. O desemprego e a recessão devem ser isolados para governos e empresas juntos traçarem metas de alcance em escala nacional, assim diminuindo as desigualdades que colocam o nosso país entre os mais socialmente injustos do mundo.
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado E flutuou no ar como se fosse um pássaro E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Não se pode ser mais tolerável com a descriminação do candidato quanto à cor da pele, além da insistência em deixar de fora a mulher trabalhadora que nas últimas décadas vem invadindo vagas disponíveis em diversos setores da indústria e comércio, mas estamos longe de um patamar melhor delineado pela "feminização" de conceitos que as impedem de aumentar ainda mais um contingente que enfrenta resistências preconceituosas segundo uma especialista como "maternidade, desigualdade na divisão das tarefas domésticas e uma ausência da massa crítica de mulheres nas organizações", que limitam seu papel mais participativo neste contexto social e profissional.
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público ( Trecho Construção - Chico )
Queremos e podemos exigir de nossas autoridades que cumpram suas missões legislativas dando esteio à economia como viés de trabalho, desonerando do micro ao grande empreendedor da excessiva carga tributária que geram sonegadores não só de impostos, mas de empregados e novos talentos, tolhendo-lhe o direito de ser apenas cidadão de bem, longe da criminalidade, garantido na Constituição que lhe confere valores fundamentais para sua existência como ente de uma sociedade que precisa ser menos individualista e consumista, mais humana e coletiva.
Diga não à escravidão infantil e aos bolsões de miséria...Diga sim às escolas públicas de qualidade, ao desenvolvimento de novos talentos que serão o futuro de uma nação - e vote consciente !











